POR OUTRO LADO...

domingo, 27 de julho de 2008

WALTER PINHEIRO, LIDICE DA MATA: A VEZ DE SALVADOR DIZER SIM



A onda de mudanças profundas que varrem o Brasil desde 2002, com a eleição de Lula para a Presidência da República, pode, finalmente, estar chegando em Salvador em outubro próximo.

Embalada pela reeleição do próprio Lula e da vitória de Wagner em 2006, uma coligação liderada pelos deputados federais Walter Pinheiro (PT) e Lidice da Mata (PSB) pede apoio para que Salvador diga sim para o futuro e dobre, de uma vez por todas, a esquina do atraso.

A coligação Salvador, Bahia, Brasil pode sim ser o vetor dessa guinada na capital baiana. Pode e deve.

Parlamentares vividos, antenados nas lutas populares e alinhados com os conceitos vitoriosos nas urnas, Pinheiro e Lídice entram na cena eleitoral da velha Cidade da Bahia habilitados a escrever páginas de reconstrução administrativa, inspirados na generosidade, na inclusão de seu povo, no trato humano dos recursos da cidade.

Uma cidade que ostenta índices alarmantes de desemprego e um serviço público municipal entre os piores do Brasil.

Quantos anos mais precisaremos consumir em experiências administrativas que ao final entregam uma cidade cada vez mais atrasada, cada vez mais pobre, cada vez mais mal-tratada?

Como calar diante das sombras, que rearticulam seu poderio econômico em torno de uma candidatura como a de ACM Neto, príncipe-herdeiro de uma dinastia política que vitimou esse lugar durante quase 40 anos?

Como achar que "não é tão ruim assim" nossa cidade ser cuidada por Antônio Imbassahy, cria desse mesmo ninho e ponta-de-lança de um projeto de poder que foi reiteradamente rejeitado pelo povo brasileiro, o do neoliberalismo do PSDB, partido do qual ele é presidente regional? Como imaginar que o campeão brasileiro das praças bonitas e do serviço público medíocre poderá conduzir-nos para tempos de prosperidade, há tanto não vistos nessa capital da Bahia?

Como omitir-se do dever de varrer em definitivo políticos de expressão paupérrima como João Henrique Carneiro, para sempre lembrado como o alcáide que fez da orla soteropolitana uma nova favela?

Esperar o quê? Que Salvador perca mais uma vez o bonde da história e não tenha seu metrô concluído porque o poder municipal é endemicamente corrupto e superfatura escandalosamente suas -nossas- obras?

Não. Não dá pra fazer cara de paisagem diante de tanta iniquidade, como diria Ruy Barbosa.

Quem quiser que faça de conta que nada tem a ver com isso, como se as eleições municipais não interferissem na sua vida. Eu não faço.

Vou votar em Pinheiro e em Lídice por amor a essa cidade e para dizer sim aos tempos de progresso que se avizinham, se assim o quisermos.

Tempos de serviço público atento à inclusão e à qualidade. Escolas públicas melhores, postos médicos equipados e aptos a cuidar de nossa gente, transporte de massa rápido e confortável.

Gestores capazes de pensar uma cidade para o desenvolvimento econômico e para o crescimento de seu povo. Isso é o que Pinheiro e Lídice têm o dever e a capacidade de instaurar como política de estado no município de Salvador.

Contam, para isso, com suas biografias, com o apoio de Lula e de Wagner e com os sonhos de uma cidade exausta de renovar esperanças a cada 4 anos.

Chega. Nunca o óbvio, a coisa certa a fazer, foi tão claramente exposta numa eleição como agora. Elegê-los é o mínimo que podemos fazer para que essa cidade ganhe uma chance de ser feliz

Adoro praças bonitas e calçadas de granito. Admiro executivos públicos de primeira, capazes de reunir gente talentosa em torno de um bom projeto e que se mostrem aptos a mover a máquina pública com autoridade e decisão, sem prescindir do diálogo.

É porisso que não estou a fim de rever esse filme chato, que querem protagonizar João Henrique, ACM Neto e Imbassahy. Nós morremos no final com essa galera, sempre foi assim.

Não há preço que pague viver 4 anos sob o comando de gente inescrupulosa, ou incapaz, ou autoritária, ou alheia às incríveis tensões de um centro urbano do tamanho de Salvador. Ou, com mil diabos, gente que reuna todas essas infernais habilidades, acrescidas da má-fé.

Boa sorte, Walter; boa sorte, Lidice. Que deus ilumine suas marchas nessa disputa.

Tô dentro. Aqui e em São Paulo, onde o povo gozou, de 2001 a 2004, dos benefícios de uma administração popular mas foi seduzido pelo canto da sereia neoliberal com a dupla Serra-Kassab, em 2004. Pagou caro por isso e agora recoloca as coisa no lugar, trazendo Marta Suplicy para reassumir o camando da maior cidade brasileira.

Um exemplo, um aviso, uma inspiração.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

ENQUANTO O LEÃO DA BAHIA MASSACRA O NÁUTICO...


Muitos ainda se perguntam como foi que o Vitória, recuperado da doença contagiosa do vexame - adquirida de seu co-inimigo regional- voltou à primeira divisão do Campeonato Brasileiro de futebol para de cara classificar-se para a Libertadores 2009 e, quem sabe, levantar o primeiro de uma longa série de títulos nacionais e internacionais.

A resposta, meus amigos, é uma só: planejamento. E aqui está um exemplo do requinte a que chegou o rubro-negro baiano. Na foto acima, o engenheiro, leitor assíduo desse blog e rubro-negro de longa data Denis Carvalho, em recente inspeção ao estádio do Boca Juniors, La Bombonera.

Segundo Carvalho, o caderno de encargos foi entregue aos dirigentes do Boca, que prometeram atender as exigências de reformas a tempo de receber o Vitória, próximo ano. Entre elas, uma faxina nos banheiros do estádio, forrado de palavrões e citações futebolísticas infelizes, como as que podem ser lidas, clicando na imagem lá de baixo, feita pelo amigo e incompreensivelmente tricolor Otávio Almeida, quando por lá esteve.

Enquanto isso, mais uma chacina acontecerá logo mais à noite em Salvador, quando um grupo de pernambucanos será linchado em Canabrava. O impiedoso Leão da Bahia, o Carniceiro do Barradão, no comando do massacre.


terça-feira, 22 de julho de 2008

PINGUINS NAS PRAIAS E NAS PANELAS DE SALVADOR


Semana passada apareceram pelas praias de Salvador um bando -bando? grupo? renca?!- de pinguins, essas lindas aves de andar desengonçado que sairam da Patagônia e, trazidas pelas correntes marítimas, alcançaram o litoral da velha Cidade da Bahia.

Não consigo conter a emoção quando vejo uma criatura linda como essa. Bichinhos graciosos, simpáticos, tempos atrás viviam na Antártica e em cima das geladeiras das casas dos nossos pais e avós.

E foi justamente esse habitat urbano, o das cozinhas, que inspirou uma série de receitas exóticas que o Blog do Galinho publica a partir de hoje. Estreamos com um formidável Xinxim de Pinguim. Anota a receita aí, cabeção, dá pra 10 pessoas, tá? Semana que vem eu volto com uma receita de Ganso no Tucupi, fina iguaria inspirada nas corridas que eu fazia no Parque do Ibirapuera e que faço agora no Dique do Tororó, em Salvador.

Ingredientes:

2 pinguins-de-magalhães de +/- 60 cm de altura
3 tomates grandes
1 maço de coentro
1/2 maço de hortelã
2 pimentões
3 cebolas grandes
3 dentes de alho
250 g de amendoim torrado
250 g de castanha de caju
250 g de camarão seco
50 g de gengibre ralado
2 folhas de louro
sal a gosto
2 limões
1 colher (chá) de pimenta-cominho
1/2 xícara (chá) de azeite de dendê
1 xícara (chá) de leite de coco grosso

Como fazer:

Fique atento ao movimento das praias de Salvador, principalmente a do Rio Vermelho. Ao primeiro sinal de que alguém achou um lindo casal de pinguins, apresente-se como funcionário do Ibama e leve-os pra casa. Não esqueça de vestir aquele colete caqui cheio de bolsos, tipo fotógrafo de safári, manja?

Então: já na cozinha, pegue o primeiro pinguim pelo bico com uma das mãos, pro puto não te beliscar. Com a outra mão, agarre firme no pescoçinho do bicho. Trave o corpo dele com as pernas e gire o bico dessa gracinha de animal em sentido anti-horário, dando duas voltas num movimento rápido e seguro, do mesmo jeito que se gira uma chave Alen, entende? Pronto, o cardápio predileto das focas e dos leões-marinhos do pólo sul acaba de descer do alto da geladeira rumo à panela da sua casa. Repita a operação com o outro.

Trate-os como a vovó fazia com as galinhas do quintal dela: sem frescuras, degole-os com uma faca ou machadinha, decepe seus pezinhos e asinhas, abra suas barriguinhas e arranque tudo o que encontrar lá dentro, separando apenas coração, moela e fígado. Ponha-os num caldeirão de água quente e espere ferver, pra arrancar as penas. Pronto, agora é esquartejá-los e lavá-los com água e limão, capice?

Pique as cebolas, os dentes de alho, os tomates, a hortelã, o coentro e os pimentões. Misture os temperos com sal e vinagre e passe na carne. Deixe tomar gosto por duas horas. Coloque numa panela grande o azeite de dendê e junte os pinguins e seu tempero. Refogue. Adicione gengibre, cominho e louro, junte água aos poucos, à medida do cozimento. Cozinhe em fogo alto. Bata no liqüidificador o camarão, a castanha e o amendoim com um pouco de água. Junte essa mistura aos pinguins, quando já estiver quase cozida. Assim que as aves ficarem com a carne macia, regue com um pouco de dendê e cozinhe por mais cinco minutos. No final, acrescente o leite de coco e deixe ferver por mais dois minutos.

Sirva com arroz branco e cerveja trincando, ótima para brindar à luta contra o aquecimento global e o derretimento das calotas polares.


domingo, 20 de julho de 2008

ARREGAÇA, LEÃO DA BAHIA!


Fotos:Celso Ávila/Futura Press, publicadas no Portal Terra

As duras derrotas contra Fluminense e principalmente contra o São Paulo temperaram bem a equipe do Vitória, que disse ôsh... para as quase 42 mil pessoas que foram fazer festa pro Flamengo no Maracanã hoje à noite e voltaram magoadíssimas pra casa. Mandou 1X0 no festejado Mengão, com direito a um passe do Marquinhos no meio das canetas do marcador, que deixou Dinei de cara pro gol. Ô menino danado esse Marquinhos, benza deus...

Volta o glorioso rubro-negro baiano para o G-4 e avisa que acha mesmo que futebol é uma caixinha de surpresas, que a competição é longa e cheia de altos e baixos, que vencer e perder faz parte do esporte etc etc etc. Concorda com tudo isso mas quer continuar nas cabeças e tem time pra isso.

Jogos difíceis de verdade agora só na 17ª e 18ª rodadas, quando sai pra jogar fora contra Grêmio e Palmeiras. Até lá é festa, uma atrás da outra, contra Náutico em casa, Atlético mineiro fora e Atlético paranaense novamente no Barradão. Alguém duvida?




O Governador da Bahia, Jaques Wagner, perdeu excelente oportunidade de dedicar-se às imensas responsabilidades que a ele foram confiadas pelo povo baiano para intrometer-se grotescamente na questão da cessão do Barradão para o jurássico Baêa-Sua-Porra.

Se a idéia era fazer bonito paro o povo sofrido de Itinga e cercanias, parabéns para os secretários Fernando Schimidt e Rui Costa, os encarregados de fazer chegar à diretoria do Vitória o "pedido" do Governador.

Cabe uma nota sobre esse assunto. Gestos simplórios como esse, desproporcionais às grandes expectativas (e necessidades) do povo da Bahia custam muito caro à imagem de um governante.

A torcida do Vitória não esquecerá disso, Governador. Ainda que a diretoria do Vitória faça desse limão uma limonada e receba dinheiro e benefícios para melhorias no Barradão, o que parece ser uma tendência quase irresistível.

Não bastasse o uso de dinheiro público (sem licitação) para prover a toque de caixa um clube de futebol -uma entidade privada com fins lucrativos, nem sempre lícitos- de um estádio, como se faz com Pituaçu, o ex-presidente do Bahia e chefe de gabinete do governador, Fernando Schimidt, descobriu que pode também investir nos arredores e no próprio estádio do Vitória. Tudo para que o Bahia tenha onde jogar enquanto as obras de Pituaçu não terminam.

Emblemático. Uma homenagem ao primeiro ano de falecimento de ACM, que por ser do ramo, usava o populismo sem remorsos nem discursos que até o reino mineral sabia serem indefensáveis. Fazia e fim de papo, quem quisesse que fosse se queixar ao bispo.

A diferença é que por ser do ramo, ACM fazia isso com competência e jamais desagradaria os 33% de torcedores do Vitória para agradar os 40% de torcedores tricolores, segundo a mais recente pesquisa sobre as preferências clubísticas no Estado.

E ficamos assim: o risível Bobô segue à frente da Sudesb e sob o peso dos escombros que vitimaram 7 torcedores na Fonte Nova; o Bahia ganha um estádio sem investir um tostão e o Vitória ganha promessas de acessos viários, estacionamentos e assentos para o seu estádio, além das receitas com o aluguel para o decadente Baêa-Sua-Porra.

Uma conta na qual, segundo o secretário Schimidt, todos saem ganhando. Menos o Governador Wagner e o erário estadual.

Burros.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

PAUSA PARA TOMAR UM AR


Envolvido desde o último sábado com a elaboração de um projeto de marketing que subsidie as ações de captação de patrocínio de um novo cliente aqui de Salvador, deixei esse curioso puleiro aqui sem atualização, tadinho. Não foi de sacanagem, acredite. Tanto que a tarefa ainda não foi concluída (só o será, com alguma sorte, amanhã) e eu estou aqui pra respirar um pouco nessas veredas e vias expressas da blogosfera.

Não que isso vá mover um grão sequer de areia na vida de quem quer que seja. A desimportância de blogs como esse aqui é diretamente proporcional aos hábitos de leitura na net, ou seja, tô conformadinho da silva que 95% das pessoas entram na rede pra ver e-mails ou pesquisar temas de interesse imediato, pouco sobrando em tempo, hábito e sossego pra ler opiniões ou inquietações especializadas ou generalistas, geralmente ditadas tão-somente pela vontade do blogueiro de fazer-se ouvido.

Ora bolas, se as delirantes "reportagens" da grande (digamos) imprensa não são capazes de fazer a terra tremer míseros 2 pontos na escala Richter, não seria esse puleirinho aqui que o faria, não é mesmo?

Resta, contudo, o dever de seguir em frente por conta da esquisitíssima decisão de alguns em visitar-nos regularmente. São essas escassas mas valiosas pessoas que me fazem subir à superfície, pronunciar-me e voltar pra toca, pru mode arrematar as tarefas que exigem conclusão o mais rápido possível.

Isso posto, vamos aos fatos.




Praga de urubu magro não costuma afetar cavalos gordos, no dito de minha sábia mãezinha. O Fluminense suou sangue pra vencer o Vitória no último sábado, no Maracanã. Uma derrota que em nada altera os rumos virtuosos do Leão da Bahia nessa temporada 2008. Que venha o São Paulo na próxima quarta, estamos ansiosos para recebê-los num Barradão lotado, fervendo de vontade de ver Rogério Ceni ir buscar a bola no fundo do gol algumas vezes. Na sequência, as lições da virada sofrida diante do vice-líder da Libertadores serão valiosas para fazer um grande jogo contra o Flamengo. Quem viver verá.

Ainda sobre o jogo contra o desesperado Fluminense, deixo que Franciel Diamantino, um assombro no campo das premonições (foi ele quem primeiro cantou que o Vitória seria campeão brasileiro em 2008), explique como o Vitória foi magnânimo na derrota do último sábado.




As mais belas árvores de Salvador moram ao largo do Dique do Tororó. Belíssimas, desfilam seu charme apenas aos que por ali caminham ou correm.




O Dique do Tororó, aliás, tornou-se um dos bons cartões postais da velha Cidade da Bahia após a reforma realizada durante o governo de Antonio Imbassahy. Foi dele também as requalificações da Piedade e do Campo Grande, obras que marcaram suas gestões na prefeitura pelo elevado valor simbólico desses lugares para os soteropolitanos.

Não me venham dizer que isso é pouco e que nada mais representa senão a velha prática carlista de ostentar obras "de fachada" para escamotear o nada que se fez na forma de políticas públicas estruturantes para a educação, saúde, transporte etc etc etc.

Se é verdade que Imbassahy foi uma nulidade nesse aspecto, bem verdade também é que a cultura popular brasileira avalia bem os gestores responsáveis por obras que digam respeito diretamente à estima por suas cidades. Embelezá-las e torná-las mais humanas não é e não pode ser propriedade das gestões de direita, mesmo aquelas vestidas com roupas modernosas e fala macia, como a do neo-tucano Imbassahy, em Salvador.

As gestões de esquerda, notadamente as do PT, ainda não entenderam que ao par das medidas capazes de estruturar uma vida melhor no médio e no longo prazo, precisa haver demonstrações que simbolizem trabalho imediato, resultados imediat0s, simbologia de realização a olhos vistos.

O governo Wagner, passados 18 meses da posse, ainda não sacou isso e continua achando que sobreviverá das transformações que está propondo nas mais diversas áreas -todas com efeitos importantes, é verdade- mas mensuráveis apenas a longo prazo. Faltam ações de elevado impacto diante dos olhos ansiosos e ainda confiantes da população. Algo como pegar o HGE (Hospital Geral do Estado) e transformá-lo no melhor hospital público do Brasil, ainda que o estruturante para a área seja a construção de boas unidades hospitalares pelo interior -o que está acontecendo, registre-se.

Gerir a coisa pública com boa-fé e visão estratégica não colide com a necessidade de prover a população da percepção de que algo muito legal já está acontecendo.

Lula sacou isso desde o primeiro dia no Planalto; ACM, Imbassahy & Cia desde sempre. Quanto tempo o governador da Bahia vai precisar pra entender que é assim que a banda toca? Será necessária a perda da eleição em 2010?




Quem viu as dolorosas declarações da mãe do garoto fuzilado no carro, pela PM carioca, pôde lembrar -e comparar- os frios depoimentos do casal Nardoni quando do assassinato da menina Isabella. Não foi à toa que mesmo antes da coleta de provas, a polícia e Ministério Público não tinham dúvidas da autoria daquela monstruosidade.




O forte freio de arrumação mundial, provocado pela escalada inflacionária das commodities agrícolas e minerais -principalmente o petróleo- seguem como pratos cheios para economistas, líderes empresariais e jornalistas brasileiros a serviço da piora da imagem do governo do metalúrgico iletrado. É fácil perceber a iminência do fim do mundo em seus textos, declarações e, principalmente, previsões.


Melhor mesmo é deixá-las aqui, registradas. Final do ano a gente volta e vê se eles estavam certos. Se estão, você está fudido, meu amigo; se não, guardemos na memória com quanta má-fé se faz um oráculo golpista e um jornalismo de péssima qualidade.




O Luiz Nassif escreve um dos mais importantes blogs de economia e política do Brasil. Foi ele, por exemplo, quem mais enfaticamente alertou contra os riscos da política cambial do governo Lula para a desindustrialização do país e para deterioração do balanço de pagamentos, por conta do derretimento do dólar. Dele também vieram os alertas feitos por muitos economistas que o conservadorismo do Banco Central na condução da política monetária apenas referendava conceitos como o de PIB Potencial, o teto possível para o crescimento da economia brasileira sem a ocorrência de surtos inflacionários.


Além de bom analista nessas áreas -ainda que longe de ser uma unanimidade- Nassif é um músico que utiliza seu blog para dar ótimas dicas da cena musical brasileira e internacional. Já vi coisas muitíssimo legais em seu blog, a última delas na indicação de Marcus Tardelli, jovem e virtuosíssimo violonista brasileiro, dono de uma técnica absolutamente genial. É de tirar o fôlego o que toca esse moço. Veja com atenção o vídeo abaixo e veja por quê não comete-se um exagero em afirmar ser Tardelli o melhor instrumentista surgidos no mundo, nas últimas décadas.

É na ginga brasileiríssima do sofisticado violão de Marcus Tardelli que me despeço. Quarta eu tô de volta, beijos.


quarta-feira, 9 de julho de 2008

VAI NO DROPS AÍ, FREGUÊS? - O RETORNO

Por razões tão alheias à nossa vontade, que nos deixaram putos, o post publicado hoje de manhã simplesmente virou fumaça eletrônica, poeira virtual. Desapareceu diante dos nossos atônitos olhos, obrigando-nos a reescrever todas as "preciosidades" destiladas horas atrás. Mas as centenas de milhares de pessoas, que por estranhos motivos acessam esse puleiro todo dia, merecem o nosso esforço. Vamos nessa.




A prisão do empresário e poderoso traficante de influências Daniel Dantas está deixando meio Brasil de cabelo em pé. Os mais bem guardados segredos da República durante os anos FHC podem vir à tona se as investigações da Polícia Federal forem até o talo.

Na pauta, os subterrâneos da privatização do Sistema Telebrás e da Companhia Vale do Rio Doce, um esquema bilionário que pode liquidar a imagem pública do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do atual governador de São Paulo, José Serra. E de muitos jornalistas conhecidíssimos, que há anos são remunerados pelo líder de uma quadrilha em que Marcus Valério era reles operador, peixe pequeno da história.

Quer saber? duvido que Lula autorize a PF a ir até o final com essas investigações. Para ele, desgastar suficientemente o PSDB e acuar seus principais líderes é mais que suficiente no jogo político em que petistas e tucanos são os principais atores.

Poderá ser suficiente também para levar às cordas jornalistas que se notabilizaram pela virulência empregada contra o PT no episódio do Mensalão, em nome da moralidade e pelo bem da coisa pública. Mas que nunca escreveram uma única linha pra denunciar as falcatruas de DD, por todos mais que conhecidas.




Uma honra rever no último sábado uma das grandes damas do ensino da Língua Portuguesa na Bahia, a professora Cecília de Moura Barbosa.

Cecília foi professora do ICEIA e da Escola Técnica Federal da Bahia durante longos anos. Foi na ETFBA que tive a oportunidade de ser seu aluno e tornar-me seu amigo e fã.

Aos quase 78 anos, essa belíssima mulher e mãe continua sorrindo generosamente e olhando agudamente, como sempre. Faz planos para o futuro e está prestes a comprar um computador, para com ele trabalhar e comunicar-se com o mundo via internet.

Vive de suas duas aposentadorias e das revisões que faz em monografias, livros, dissertações e teses. Tá lúcida, inteira, bonita e intelectualmente ativa.

Deus te dê longos e saborosos anos de vida, Ciça querida. Já-já volto aí pra te ver, viu?




Logo mais tem festa pra uma multidão no Barradão. O Botafogo, velho freguês, vem tentar arrancar um pontinho em cima do Vitória, hoje à noite. Deverá mesmo é levar um sacode, daqueles de fazer perder o rumo pro aeroporto.




Outro dia falava aqui de mentiras e lendas, lembra? Pois é, esqueci de, na oportunidade, ter esclarecido o que não é exatamente uma lenda, tá mais pra mistério que todo vê e não enxerga ou não tem a curiosidade de questionar.

Trata-se do Forte de São Marcelo, cujo lado externo até hoje só é pintado pela metade. Segundo Monsenhor Gilberto Pithon, ex-pároco da igreja de Santo Antônio Além do Carmo, a razão dessa estranha manutenção é militar. A face voltada para o mar sempre foi mantida sem pintura para manter-se oculta aos olhos dos inimigos o maior tempo possível, daí só pintar-se sua face continental. Entendeu, cabeção?




As temperaturas andam deixando os baianos desconfortavelmente lembrados da Era Glacial nesse quadrante do planeta. As mínimas andam na faixa dos 21 graus mas o vento leste que costuma sopra por aqui nessa época do ano derruba a sensação térmica para 16, 17 graus.




O Parque Metropolitano de Pituaçu, uma jóia rara na pouco arborizada capital baiana, está pedindo socorro.

Os 15 km de sua belíssima ciclovia estão parecendo uma pista de Cross Country, tamanha é a degradação de seu pavimento. Para pedalar ou para correr, são enormes as chances do sujeito torcer o pé ou levar um chão.

Pode acreditar, tá acontecendo!




Se houver bom senso e honesta negociação política, Lídice da Mata terá grande espaço no horário da televisão, durante a campanha de Walter Pinheiro para prefeito de Salvador.

Ela é muito mais carismática que Pinheiro, além de parecer ter mais jogo de cintura. Vai ser fundamental para a vitória da coligação Salvador, Bahia, Brasil.

A propósito, é a primeira vez que vejo o nome de uma coligação ter capacidade persuasiva importante. Um achado publicitário, esse nome.




Foi Franciel Diamantino, jornalista, rubro-negro e autor do blog Ingresia, quem anunciou não fazer parte da extensa lista de jornalistas pagos por Daniel Dantas para que não falem ou falem bem de... Daniel Dantas!

A editoria desse Blog do Galinho informa que lamentavelmente também não teve suas opiniões arrematadas por uma oferta espetacular de DD. Filho-da-puta também por isso. Escroque.

Marcus Vinicius, jornalista baiano e velho amigo, autor do Licuri, jura também que não tem nada com isso, a despeito dos eloquentes sinais exteriores de riqueza que exibe em Iaçu, cidadezinha do interior da Bahia para onde sempre vai, dizendo-se saudoso do bate-papo com o sogro e aflito por fotografar pontes.

terça-feira, 8 de julho de 2008

ITINGA LEVANTA-SE CONTRA A CBF DE RICARDO TEIXEIRA


O Correspondente do Blog do Galinho em Itinga, bairro popular e longe pra caralho de Salvador, informou-nos hoje de manhã que a comunidade local foi pega de surpresa com o anúncio feito pela CBF de que será disputada, a partir de 2009, a Série D do Campeonato Brasileiro de Futebol.

Os relatos exclusivos colhidos pelo repórter do BG dão conta do clima de frustração daquela comunidade humilde da periferia da capital baiana. Todos contavam que o Baêa-Sua-Porra, cujo moderníssimo Centro de Treinamento está localizado no bairro, os representassem no Campeonato Interplanetário de Futebol de Várzea após o término da Série C de 2009.

Segundo Joseilson Bispo dos Santos, empresário local ligado à área de prognósticos (tem três pontos de jogo do bicho) e de entretenimentos adultos (é dono de um boteco, onde nos fundos opera um pequeno puteiro), o anúncio imediatamente paralisou as tratativas que mantinha com a diretoria do Bahia para o patrocínio da equipe durante o maior torneio de peladas uniformizadas da galáxia.

-Isso é sacanagem, logo agora que tava quase tudo certo, negócio praticamente fechado, vem esse filho-da-puta do Ricardo Teixeira melar nosso acerto. Agora eu quero saber quem vai cobrir meu prejuízo, já tinha adiantado mais de cem reau pros caras lá, e agora? -desabafou o empreendedor.

Mas a revolta do quase-patrocinador do Baêa-Sua-Porra contrasta com o clima de euforia que passou a dominar o Favelão, o CT antigamente chamado de Fazendão.

-O descenso para a Série C em 2008 e para a Série D em 2009 marcarão os últimos anos de vexame para a torcida tricolor. Pelo nosso planejamento de marketing, a partir de 2010 tudo será diferente e vamos voltar a viver as glórias do passado -afirmou o presidente Petrônio Barradas, em entrevista concedida ao BG.

Segundo o notável dirigente do Esquadrão de Aço, que fez fama nacional pela incomum visão estratégica na condução dos destinos dessa lenda futebol brasileiro, o Baêa-Sua-Porra não não vai medir esforços para a formação de uma equipe de galáticos. Algumas contratações, inclusive, já foram feitas, como a dos atacantes Douglas, Jesum e Beijoca.

Outras estão em fase final de acerto, como a do o zagueiro Sapatão e o volante Baiaco. O problema maior parece ser com Baiaco, que está em tratamento de osteoporose no posto médico de Itinga. Segundo o médico responsável pela recuperação do, digamos, atleta, são boas as chances de Baiaco estrear na Série D de 2010. "Basta que ele não deixe de pôr um casaquinho todo dia ao entardecer, para evitar o sereno", declarou o médico, otimista.

Da relação de atletas que fazem parte desse que já está sendo chamado pela torcida como Novo Barcelona, apenas Bobô foi descartado. Suas incomuns habilidades como gestor público fizeram com que o Governo da Bahia não permitisse sua saída da Sudesb.

Mas não só de talentos experientes será formado o Esquadrão Tricolor, diz Barradas. "Vamos mesclar experiência e juventude, mais ou menos como o Vicetória [risos] está fazendo. Teremos também jovens craques dando velocidade à equipe, como Pantico, Fabio Saci e Nonato. Esse último, inclusive, já deve se apresentar mês que vem, quando deverá estar recuperado da redução bariátrica que fez semana passada", concluiu o lendário dirigente tricolor.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

9 SEGUNDOS PARA AMAR OU MATAR


Uma equipe da TV Bahia, afiliada local da Rede Globo, estava posicionada hoje de manhã na Praça da Piedade, centro histórico de Salvador, entrevistando transeuntes (puta palavrinha feia, sô!) sobre o triunfo rubro-negro por 2X1 diante da Portuguesa de Desportos, ontem em São Paulo.

Passava a pé e parei quando ouvi a pergunta do repórter: "O que você faria em 9 segundos?". E segui meu caminho, imaginando o que responderia, fosse eu abordado assim, de supetão, no meio da rua.

Cheguei a uma conclusão bastante alinhada com o bom humor instalado na minha pessoa desde ontem, após o apito final do árbitro. Diria sem pestanejar que gastaria esse tempo dizendo bom dia para quem cruzasse meu caminho; ou que diria "eu te amo" para minha mãe; ou ainda, daria passagem para aquele motorista apressado, vítima da esquizofrenia sobre rodas.

Veja você o que uma simples partida de futebol pode fazer na alma de um homem. Nesse caso de ontem, operou uma maravilha que dura muitíssimo mais que os 9 segundos necessários para a construção do gol do Vitória, desde a roubada de bola do Williams (esse menino...) até o chute implacável do Dinei.

Pena que nem sempre é assim, no futebol vence-se com júbilo mas perde-se também, com recomendável resignação. É da natureza do esporte, fazer o quê?

Hoje portanto é dia em que o céu é mais azul, os passarinhos cantam sem parar e a humanidade parece caminhar firmemente para o destino de ser feliz.

Diferentemente do dia em que o brioso rubro-negro baiano, no Baianão desse ano, levou 4 do baêa-a-porra-lá-deles, em pleno Barradão.

Dia seguinte estava eu em Arembepe, visitando sua unidade do Projeto Tamar. Vendo aquelas lindas criaturas de Deus nadando graciosamente nos tanques fui tomado por uma estranha compaixão por aqueles seres e fiquei a imaginá-los refogados com alho poró e servidos com batatas sauté. Os olhos ficaram marejados de emoção e a boca de vontade de devorá-los.

É porisso que definitivamente não confio na avaliação de estados de espírito tomados pela exaltação, por frêmitos de amor ou ódio, por exemplo.

Melhor esperar um pouco mais para saber de quem se trata. Talvez a próxima rodada do Brasileirão revele o exato oposto daquele ser exuberantemente generoso que acaba de alegrar o seu dia.

No caso da torcida do Vitória essa avaliação mais completa pode demorar um pouco mais, talvez até novembro, quando acontecerá a 38ª e última rodada da Série A.

Até lá parece mesmo que vai ter céu azul e muito passarinho cantando.



sexta-feira, 4 de julho de 2008

LARGA D'EU, MARDITA!




Fim de tarde na velha cidade da Bahia e o coração dá voleios, aflito com a ausência da moda de viola e de um Brasil caipira que vive no interior de São Paulo, Minas, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Pelas rugas dos culhões de Odin, será que sentir saudade é um destino do qual não conseguirei me desincumbir nunca, sô?

Na Bahia suspirava por São Paulo; em Mato Grosso do Sul sonhava com a Bahia; em São Paulo tinha delírios com as outras duas. Agora, de volta à capital baiana, vem a mardita encher-me o peito de tristeza, lembrando-me de shows vistos, de estradas rodadas, de músicas inesquecíveis. E de sonhos que ficaram pelo caminho.

Músicas como essa aí de cima, Cuitelinho, lindamente cantada por Pena Branca & Xavantinho. O vídeo é um desses slide-shows absolutamente sem graça mas a música, ah, a música...

Ivan Vilela, Almir Sater, Sergio Reis, Renato Teixeira. Sons das entranhas do Brasil, enraizados na minha alma atormentada por tantas terras natais, tão firmemente quanto o samba-de-roda e o chorinho.

Algum psicoterapeuta se interessa em permutar
consultas por publicidade num blog de audiência escassa mas altamente qualificada ?

quinta-feira, 3 de julho de 2008

2 DE JULHO E AS VEIAS ABERTAS DA BAHIA


Semana passada estavamos eu e meu irmão Volney a tomar uma cerveja, acompanhados de um imponenete pirão de mocotó, desses que na Bahia só se fazem em cozinhas que é melhor você não pedir pra conhecer, quando surgiu na esquina -das incontáveis que existem na feira de São Joaquim- o francês Eric, proprietário da Pousada das Flores, uma das muitas "pousadas de chame" instaladas ao longo da rua Direita de Santo Antônio, pequenos hoteis de alto padrão dirigidos para turistas estrangeiros de grande poder aquisitivo e que cansaram da impessoalidade dos hotelões.

Pois bem, conversa vai, pirão vem, perguntei pro Eric o que buscavam na Bahia os turistas que ele hospeda. "Autenticidade", respondeu sem pestanejar. "E onde você recomenda eles irem?", perguntei. "Aqui, por exemplo. Quer lugar melhor que esse pra entender a Bahia e levar no coração uma imagem que só existe aqui ?".

Esse francês é um porreta, pensei. E fomos embora, debaixo de uma chuva capaz de fazer naufragar o Titanic mais uma vez.

Autenticidade. A convicção desse francês naturalizado baiano martelava-me o juízo enquanto subia a ladeira da Água Brusca, como que a me perguntar onde mais era flagrante a vitalidade brejeira do povo da velha cidade da Bahia.

Atrás do trio de Ivete Sangalo? não; dentro do Mercado Modelo? também não; no higienizado Pelourinho? nem fodendo!

Informações culturais pop, plastificadas e com um leve toque local você encontra em qualquer canto do planeta, meu camarada. Inclusive em Salvador.

Mas ver de perto as raízes do lugar, a alma de seu povo, exige despojamento, gosto pelo detalhe e boas informações. Sou um sujeito muito bacana, acredite, e como todo baiano -ainda que naturalizado- adoro apresentar a cidade a quem não a conhece. Vou te dar sete dicas de como levar Salvador no coração quando for a hora de ir embora.

Mas aviso, se o seu barato for comprar "lembrancinhas" e fotografar fachadas, melhor procurar outro lugar pra se informar, ou então comprar um pacote da CVC. Nosso serviço aqui é incompleto, só tratamos de gente e do que essa gente faz de singular, sem máscaras nem pose para fotógrafos.

Assim, vindo à Bahia, nem pense em não conhecer:

Feira de São joaquim - O maior motor cultural da Cidade exala cheiros e cores que você só verá no Oriente. Boxes e mais boxes articulados por uma infraestrutura precária mas que te colocam de cara com os hábitos comerciais, culinários, religiosos e comportamentais de 85% da população soteropolitana. Bom pra passear, comprar frutas, almoçar -tudo com olhos e ouvidos bem abertos, pra entender direitinho como age esse povo no seu cotidiano.

Mudança do Garcia - Tá vindo curtir o carnaval em Salvador, né bonitinha? muito bem, ótima escolha, tem programas de tudo quanto é tipo para todas as idades, gostos musicais etc. Um dos poucos lugares onde é possível reunir todas essas tribos é na segunda-feira, no fim de linha do bairro do Garcia, centro de Salvador. Pequenos trios não ofuscam as batucadas que se multiplicam a cada 50 metros, convidando as mulatas mais gostosas do planeta pro samba. Um ajuntamento de gente saboroso, pacífico e muito animado.

Olodum no Pelô - Em plena sexta-feira de carnaval, o batuque majestoso do Olodum é capaz de deixar qualquer um tonto de emoção. As velhas paredes do lugar ecoam seus poderosos tambores, que põem gringos e baianos pra dançar felizes da vida. Você não vai acreditar como aquilo é bom, pode apostar.

Desfile de 2 de julho - Se vosmecê não sabe, explico: a independência do Brasil só foi consolidada em 2 de julho de 1823, quando mestiços, negros e caboclos venceram o último foco de resistência militar portuguesa, que reunia mais de 11.000 homens fortemente armados. Desde então, o povo da Bahia festeja orgulhosamente essa data, promovendo um desfile cívico-militar repleto de cores e de irreverência, como não podia deixar de ser. Um show de gente interessante e animadamente gregária, que vai lhe surpreender a cada 5 minutos. Destaque especial para as bandas marciais, filarmônicas e fanfarras, uma lindeza à parte.

Festa do Bomfim - É o estado da arte das festas populares de rua do povo de Salvador. Mande um chapéu de palha na cabeça, protetor solar, roupas leves e um tênis confortável. O cortejo religioso percorre 8 quilômetros entre a Igreja da Conceição da Praia e a igreja do santo mais querido do lugar. No caminho, samba, muita alegria e uma pista segura do que lhe espera no Carnaval. Ah, podendo, assista na sexta anterior ou posterior à Lavagem do Bomfim uma missa. A igreja lota e muito da fé híbrida dos baianos é exposta ali, sem rodeios, por muitos que sem alarde também vão às festas dos candomblés da cidade.

Vitória no Barradão - Por todos os lugares onde andei sempre incluí no roteiro a ida a um estádio de futebol, lugar como poucos pra entender a particularidade local de uma paixão mundial que é o futebol. Vindo a Salvador, programe-se pra ver o Vitória demolir as grifes do futebol sul/sudeste maravilha, uma festa pra encher os olhos. Tem também outro time por aqui mas não recomendo, não. Você não veio à Bahia pra ver gente chorando, né?

Xirê na Casa Branca - Ver de perto um ato de fé nos Orixás na casa primordial do candomblé brasileiro é uma experiência inesquecível. O barracão é lindo, como lindas são as danças e os toques de cada uma das divindidades que vão chegando e se manifestando em suas yaôs.

Tem outras dicas, dia desses volto ao assunto, flws? fique com algumas imagens do barroquíssimo desfile de 2 de Julho, que tive a honra de rever ontem após muitos anos.

Inté.