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segunda-feira, 9 de junho de 2008

LUZ E VENTO



Acho que já nasci louco pelos dias de sol do outono e do inverno. A luz vira um amarelo de fazer delirar os fotógrafos, dando volume e charme a tudo o que ela inunda. Junte-se a isso as temperaturas amenas provocadas pelos ventos leste e sudeste, comuns na costa da Bahia nessa época do ano. Dilica.




Falar em ventos que fazem os coqueiros farfalharem animadamente e a luz doce do inverno no litoral nordeste brasileiro, fui ver semana passada o pôr do sol no Farol da Barra. Havia anos que não fazia isso e foi ótimo rever aquele espetáculo na companhia de meu filho Arthur, que chegara de São Paulo para passar uns dias comigo e aliviar um tanto as dores da saudade que sinto dos que ficaram por lá.




Eduardo Fenianos, o Urbenauta, passou por Salvador semana passada. Não vi uma nota sequer na imprensa local sobre seu projeto "Viagem pelo Brasil em 365 casas", em que ele visita todas as capitais brasileiras sem poder hospedar-se em hotéis ou pousadas, só vale convite de moradores. Será que o medo da violência já foi capaz de matar a hospitalidade brasileira?

Segundo ele, com quem conversei na terça após o show do Gerônimo na Ladeira do Carmo, pode não ter matado mas que já fez claros estragos fez sim. Relatou-me um certo desapontamento com os baianos, que mostram-se muito mais prudentes com desconhecidos hoje que alguns anos atrás.

Pelo sim, pelo não, Fenianos vai desbravando o Brasil depois de fazer isso na capital paulista, onde eu o ouvia quase diariamente pela Rádio Eldorado reportando a visão da cidade a partir de seus rios, a bordo de um barquinho. Figuraça.




Meu Vitória ganhou do Santos, a despeito da genialidade ou da loucura de seu enigmático treinador. Se ele estiver certo, pela primeira vez em muitos anos veremos um Vitória fortíssimo nas defesa e eficaz no ataque, o que no futebol desse século XXI leva a títulos. Vai virar deus para a grande nação rubro-negra.

Mas se esse filho-da-puta estiver errado enterraremos ele no Parque Socioambiental de Canabrava. Vivo.



Enquanto isso, aquele timezinho de bosta, quer dizer, desculpe, o Bahia, tomou uma decisão fundamental para a volta gloriosa à Série C, ao ressuscitar Arturzinho para o seu comando técnico. Ganhou na estréia, é verdade. O desastre virá é um pouco mais tarde, aguardem.

Nossos espiões infiltrados na diretoria incolor continuam fazendo um trabalho primoroso para terminar de foder o campeão da Taça Brasil de 1959.




Feliz do partido que estiver no poder a partir de 2014, desfrutando de uma porrança de receitas tributárias geradas por petróleo, álcool, biodiesel. Oxalá o povo desse país também o seja, rejeitando novamente em 2010 e 2014 os apelos charmosos e com cara de moderninhos dos neoliberais-privatistas do PSDB.

A vigilância é o preço do desenvolvimento social e econômico, senhores.




Preguiça do cacete pra escrever, nesses dias de vento e chuva. Mas vai passar, juro.




Fui.



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