POR OUTRO LADO...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

AS ELEIÇÕES E UM RELÓGIO COR-DE-ROSA


Walter Pinheiro (PT), ACM Neto (DEM), Antonio Imbassahy (PSDB), João Henrique (PMDB). Sairá dessa short list o alcáide de Salvador de 2009 a 2012.

Torço para que tenhamos Pinheiro e Imbassahy no segundo turno, a expor publicamente os modelos de gestão do PSDB e do PT, que alguns querem fazer parecer idênticos, mudando apenas o rótulo.

Não são não. As gestões petistas são claramernte marcadas pela inclusão social, por meio da universalização dos serviços públicos e pelo fortalecimento do estado, esse último entendido como agente não apenas da regulação -como praticam as gestões do PSDB- mas como ferramenta insubstituível para o investimento público no desenvolvimento econômico e social.

Essa discussão sobre o papel do estado e o salto de qualidade nos serviços públicos precisam ocupar o centro do debate em 2008 e 2010. As receitas tributárias brasileiras irão aumentar exponencialmente nos próximos anos, por conta do petróleo e do etanol e é fundamental que todos os entes da federação escolham corretamente onde e como utilizá-los.

É chegada a hora de exigirmos mais que a universalização dos serviços públicos. O novo prefeito deverá estar visceralmente comprometido com o resgate de uma educação pública de alta qualidade, como tivemos no passado; que os serviços de saúde atendam a população em níveis de qualidade como os que a Rede Sarah pratica (exclusivamente com recurdos da União); que o transporte de massa seja tratado como solução urgente e estratégica.

O PT pode e deve adotar esse questionamento como linha condutora de sua campanha municipal, que será duríssima aqui na velha Cidade da Bahia. Provocando um debate qualificado é possível desarmar as faces moderninhas e bem vendidas do neo-tucano Imabassahy e do medíocre João Henrique. Há que se ousar nas peças de rádio e TV, durante o horário eleitoral, para que a população soteropolitana possa sacar a real da parada. Não vai ser fácil mas é possível, veremos.

Faço fé que o nome de Lídice da Mata na chapa de Pinheiro seja capaz de promover uma empolgação que o tímido Pinheiro não parece ser capaz de provocar. Lídice tem personalidade forte e pode colorir a marcha para a prefeitura. As mulheres baianas são muito especiais e essa é um bom exemplo. Retada, vai ajudar muito. Assim como Olivia Santana, do PC do B, assim que o esperneio da ocupação de espaços passar.

Nessa cidade de Oxum, às mulheres foi dada a missão de salvar-nos da mediocridade de João Henrique, do coronelismo predatório e babaca de ACM Neto e do bom-mocismo bem embalado de Imbassahy.

Salve-nos, meninas!




Antes que alguém me veja por aí, correndo com um cronômetro cor-de-rosa no pulso e comece a espalhar aleivosias a meu respeito, trato de previamente esclarecer o seguinte.

Nasci amblíope e daltônico. A ambliopia, tardiamente diagnosticada (aos 12 anos), resultou num olho que quase não funciona; o daltonismo me faz não perceber ou confundir algumas cores, o que não me permite ler um texto preto sobre fundo vermelho ou azul, por exemplo.

Melhor que André, meu irmão exilado na Alemanha há mais de 20 anos, que comprou um carro preto certa feita, convicto de que era vinho.

Pois fui eu à Baixa dos Sapateiros dias atrás comprar um relógio digital que tivesse função de cronômetro, daqueles com números enoooormes, pru mode usar nas minhas corridas.

Após dura e longa negociação com o camelô que faz ponto na esquina da Ramos de Queiroz com a J.J.Seabra, paguei os dez reau acertados e fui embora, com um legítimo Naique no pulso.

Não tardaram as gozações. O dito tem aplicações -juro, não percebidas- em rosa. Ou seja, além de ouvir as velhas e infames piadinhas do tipo "que cor é aquela?", ainda tenho que agora aguentar as dessa natureza. Afff!

A quem interessar possa, aviso que o velho Galo continua pondo ovos nos lugares devidos, que não conhece nenhum sargento do Exército e que nem tomando uma pipa de cachaça confunde mulher com traveco.




Sofrível essa geração de atletas que desfilam vaidades e pouco futebol na Seleção do não menos sofrível Dunga. Dois laterais medianíssimos (Maicon e Gilberto), dois volantes esforçados (Mineiro e Josué), dois centroavantes raçudos (Adriano e Luiz Fabiano). Difícil fazer um prato requintado com esses ingredientes e um chef especializado em arroz com feijão.




Vida melhor leva o glorioso Wagner Mancini, que vive o doce dilema de quem escalar, diante das (boas) opções que tem no elenco do Vitória. E em agosto vai piorar, quando Nadson chegar da Coréia.

Domingo tem churrasco no Barradão, casa cheia e uma subidinha legal na tabela. Estarei lá.




Saudade de Jackson do Pandeiro, nesses dias de forró eletrônico que enchem meus preciosos culhões.




Volto amanhã, fui.



Um comentário:

Marcus disse...

O problema, caro Galinho, é que o provável segundo turno será com Walter Pinheiro apoiado por João Henrique Vieira Lima contra Imbassahy apoiado por ACM Neto. Saladas que não me animam nem um pouco a sair de casa para votar, quanto mais para acreditar que algo melhor.