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segunda-feira, 23 de junho de 2008

AS SOMBRAS DA BOA VIAGEM E OUTROS QUETAIS


Para melhor ilustrar os comentários feitos no post anterior sobre o sombreamento das praias, nada melhor que essa imagem da praia da Boa Viagem, em Recife. Não é nada difícil imaginar o que acontece todo dia ali, duas ou três horas depois do instante em que foi feito esse click, né?

Não quero ser chato e muito menos posar de autoridade diante da imprensa baiana -faltam-me créditos para tanto- mas continuo com a impressão que o debate sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador ganharia em qualidade e em mobilização da opinião pública se nossos briosos meios de comunicação, tão eficientes para repercutir escâncalos e faturar sobre a violência urbana, perseguissem a objetividade como método da produção de conteúdo noticioso de bom valor informativo.

Num momento em que arquitetos, ambientalistas, urbanistas e outros profissionais diretamente envolvidos na discussão apontavam, ou melhor, insinuavam que haveria sombreamento das praias de Salvador por conta do novo gabarito permitido para os prédios que serão construídos ao longo dos mais de 50 km da costa soteropolitana, ninguém foi a fundo para buscar exemplos dessa tragédia pelo Brasil afora e muito menos investigar os estudos de sombramento que a prefeitura jura que fez. Qual órgão de imprensa os viu?

Ficou, mais uma vez, nas platitudes. E no desserviço à comunidade baiana, pobremente informada, como sempre.




O menino Marquinhos (18 anos) comemora o primeiro gol do Vitória no triunfo de 2X1 sobre o Internacional de Porto Alegre, ontem no Barradão. Foi dele também o passe que resultou no gol de Willians Santana.

Esse promissor atacante rubro-negro representa a retomada da tradição do clube na revelação de atletas de primeira grandeza, que sob a batuta segura de Wagner Mancini, vai mesclando experiência e juventude, pratas da casa e "estrangeiros", titulares e reservas -tudo em nome da formação de um grupo competitivo, motivado e realizador de resultados.

Se não houver interferências externas devastadoras, como por exemplo atraso no pagamento de salários e dos tais "direitos de imagem", esse grupo vai entrar na história do Vitória. Tá, tá legal, ainda é cedo pra vaticinar alegrias, o Brasileirão terá 38 rodadas eontem encerrou-se apenas a sétima delas, tô de acordo.

Mas como não perceber que estamos diante de um treinador e um elenco que produzem resultados que há anos não se via na Toca do Leão, quando a regra era a formação de times que se comportavam de forma ciclotímica, onde goleadas contra e a favor enlouqueciam sua torcida?

Esse grupo parece ser realmente capaz de vencer seus jogos em casa -seja lá contra quem for- e trazer, no mínimo, empates importantes nos jogos realizados fora de seus domínios. Isso não é pouco, vamos combinar.

As próximas três rodadas deixarão claro a que veio esse Vitória renascido dos desastres megalomaníacos de seu ex-presidente, Paulo Carneiro. Tem Goiás em casa, Potuguesa fora e Botafogo em casa, nessa ordem.

Façam suas apostas, senhores, a minha tá feita e é vermelha e preta.




Jogo duríssimo daqui pra frente para quem for pego dirigindo embriagado. Pior ainda se causar acidente com vítima, aí o sujeito tá fu-di-de-o-dó.

Que dizer disso, senão que o Brasil precisa de uma meia dúzia de leis que sinalizem tolerância zero para certos tipos de infração?

A metástase da impunidade precisa ser estancada, com leis que estabeleçam marcos civilizatórios mais adequados para um país que se posiciona como potência econômica dos próximos anos.

Mais dia menos dia essa onda moralizante irá pôr no lixo comportamentos imorais, ainda que amparados por leis tão imorais quanto, como os que os políticos praticam ao gastarem fortunas em publicidade, em nome da "informação" à sociedade, como faz a Prefeitura de Salvador nesse ano de eleições.

Sobre isso bem falou Washigton Olivetto numa entrevista tempos atrás, quando apontou que a propaganda pública no Brasil não informa, persuade e isso faz toda a diferença em comunicação publicitária.




A Mulher-Melancia esteve ontem no programa do Gugu, vestida, digamos, com uma roupa preta coladinha no corpo, do pescoço ao tornozelo.

A mulherada não se conforma que uma representante da categoria gordelícia cause tanto impacto entre os homens. E a gordura e a barriga e a celulite, brandem elas, não depõem contra a moça??

Deixa pra lá...




Esse preto pobre e franzino aí debaixo fez tanto pela música nordestina que me criou um problema, não consigo achar graça nesses pasteurizados forrozinhos-pop de hoje. Fico esperando a fusão do samba com o xote, do côco com o xaxado, do som brejeiro e ágil da sanfona...e nada, só repetição, repetição, repetição.

O forró é o primo sanfonado do samba, ensinou mestre Jackson do Pandeiro. Falou e disse.

Feliz São João a todos, fui.


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