POR OUTRO LADO...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

VOU VARRENDO, VOU VARRENDO...


Tô numas de varredura randômica hoje.

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Uma lesão na coxa direita me deixou fora de combate nos últimos dez dias, sem poder correr. Coincidentemente (de novo!), os mapas de bio-ritmo disponíveis na net acusam baixa produtividade física, período em que, segundo os entendidos do assunto, são escassos os recursos para a sustentação de exercícios extenuantes.

Sempre desprezei os diagnósticos e oráculos dirigidos às multidões, tipo horóscopo, I-Ching, índice de massa corporal etc. Talvez por ter visto Armando Akitundé Vallado jogar seus búzios tão talentosamente, falando com propriedade e honestidade intelectual sobre passado, presente e futuro de seus consulentes, no terreiro de candomblé ketu Casa das Águas, em Itapevi-SP.

Mas confesso ter ficado algo encafifado com a coincidência dos mapas de bio-ritmo com os ciclos em que sinto-me disposto ou muito cansado para correr ou pedalar. Bate em cima, uia!

Hoje, quando os sinos da igreja de Santo Antônio dobravam, anunciando as seis horas da manhã, lá estava eu de short, camiseta e tênis recomeçando a correr, psico-fisicamente ativado por uma porção mágica composta por guaraná em pó, cloreto de magnésio e uma cápsula de Pharmaton. Panoramix desenvolveu uma fórmula parecida na Gália, em 50 AC.

O verãozão baiano despediu-se de vez, dando lugar às chuvas intermitentes e aos ventos constantes. Só quem corre sabe o quanto é melhor fazê-lo sob uma temperatura amena e um sol menos causticante. Pra mim, então, é uma benção, sempre tive sérias desavenças com o calor.

Gosto de temperaturas mais amenas, tanto que desenvolvi forte apreço pelas nuvens, a impôr limites ao ímpeto abrasador do sol entre as 8 e as 16 horas. Antes e depois, tivesse eu sido consultado pelo Criador, tava liberada a luminonisidade amarela e acolhedora do astro-rei.

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A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente não merece festa nem lamentações. Sua passagen pelo MMA tornou irreversível a agenda ambiental em patamares conceituais nitidamente superiores aos que existiam em Brasília antes da posse de Lula. Deu uma brilhante contribuição para que o país não mais tratasse com tanta truculência seus recursos naturais, validando qualquer iniciativa pública ou privada que os desprezasse, ainda que em nome do imprescindível desenvolvimento econômico.

Há grande preocupação entre ambientalistas de todo o mundo quanto ao futuro dos biomas brasileiros, a partir de sua saída. Teme-se uma inflexão na conduta do MMA em defesa da biodiversidade brasileira, marca indelével da gestão de Marina Silva.

Duvido que isso aconteça. Seja pelas mãos de Jorge Viana, ex-governador do Acre, ou de Carlos Minc, atual secretário do meio ambiente do governo do Rio, não há mais ambiente político para um retrocesso nessa área.

Há sim é espaço para a modernização da gestão no Ministério e em seus órgãos, como o Ibama. Qualquer um desses nomes tem condição técnica de gerir a pasta com maior proficiência que a novamente senadora Marina, que poderá ajudar o governo –e muito- organizando no parlamento um poderoso lobby ambientalista.

No final das contas, baixada a poeira das incertezas geradas por sua saída, o Brasil ganhará com sua volta ao senado. Essa é minha aposta.

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Lamentável a decisão do chamado bloquinho (PCdoB, PDT e PSB) em não caminhar com Marta Suplicy na disputa eleitoral paulistana. Uma chapa composta de duas mulheres desse nível, Marta e Luiza Erundina, seria quase imbatível. E daria à população paulistana a certeza de que a cidade estaria em ótimas mãos caso a tia Marta resolvesse disputar o governo de São Paulo ou a presidência em 2010.

Como nessa fase de conversações as decisões apresentadas como finais podem não ser tão finais assim, melhor esperar. Políticos gostam de empregos públicos e Marta Suplicy, diante das opções esquálidas de Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin, é uma aliança quase óbvia.

Aguardemos.

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O carimbo de assassinos para o casal Nardoni e o de viado para o Fenômeno irá acompanhá-los até o último de seus dias. Foderam-se.

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Às vezes tento mas fracasso e fico com raiva de mim mesmo quando sintonizo Mario Kertezs, Jose “Bocão” Eduardo e Raimundo Varela. Como é possível tanta boçalidade, tanta arrogância,tanto oportunismo no rádio e na TV da Bahia?

Almas sebosas de um tempo seboso, os que vivemos nessa esquina do paralelo 13 sul com a longitude 38 oeste.

Quem sabe o governo Wagner nos mostre o caminho da redenção... pelo menos do ponto de vista da comunicação político-publicitária ele começou a acertar, com os VT's que estão no ar, dando conta dos investimentos que a Bahia está recebendo graças ao bom relacionamento com o governo federal.

Demorou.

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Alguém pode, por favor, avisar à diretoria do Vitória que após as 38 rodadas do Campeonato Brasileiro quatro equipes cairão para a segunda divisão?

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Fui.

3 comentários:

Ingresia disse...

Epa. Alto lá, meu velho!
Não estaremos entre os quatro que cairão. Ao contrário.
E por ter fé firme nisso, criei um blog só para acompanhar a jornada rumo ao título.
Por que você não passa lá?

WWW.VITORIACAMPEAO2008.WORDPRESS.COM

paulo galo disse...

Aí, Franciel: na qualidade de rubro-negro mais velho que vosmecê, aplaudo a iniciativa e vou lá acender minhas velas também. Aliás, uma porrada delas.
Não fique triste com os termos do acordo que proporei aos santos todos da Bahia. Pedirei misericórdia pra não cairmos e paciência enquanto Jorginho Sampaio e Alex Portela montam um time ainda para a temporada 2008.
Me sentirei prestigiadíssimo se rolar uma Sulamericana pra nóis...

cacos meus botoes disse...

blog do galinho, meu querido! como prometi, estou de volta à blogosfera depois de um enlouquecimento internético que quase me tira do sério. Vamos começar daqui a interlocução. Bj, c.