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quinta-feira, 29 de maio de 2008

A REDE SARAH E O SERVIÇO PÚBLICO QUE MERECEMOS


Quem andou por esse puleiro eletrônico nos último dias acompanhou, certamente comovido, o drama do blogueiro que vos escreve diante de uma bursite trocanteriana (ou trocandiana) que me fez, digamos, parceiro do Gustavo Kuerten no ramo das dores esportivas.

Respondendo às centenas de milhares de mensagens recebidas, informo que a inflamação cedeu quase que por completo e em mais ou menos dez dias voltarei a correr. Lamentavelmente, Pequim agora só a passeio, é a vida, fazer o quê...

Mas não foi pra isso que voltei a esse assunto, que divide hoje as atenções da imprensa com mais um investment grade atribuído à gestão econômica brasileira.

Vim falar foi da unidade de Salvador da Rede Sarah, que me atendeu hoje de manhã como eu se estivesse em Estocolmo.

Consulta agendada por telefone, com hora marcada (e cumprida) para uma grande quantidade de pessoas, excelentes instalações, profissionais de primeiríssima. Um sonho de serviço público, fiquei bobo de tanto orgulho e de tanto me perguntar quanto tempo será usado para que os serviços prestados aos brasileiros na saúde, na educação, segurança, transportes etc tenham esse padrão.

A esclarecedora consulta com o ortopedista Elvis Campos foi imediatamente sequenciada por uma entrevista com a fisioterapeuta Roberta Macedo, que também imediatamente -tudo parece acontecer imediatamente naquele lugar, sô!- me encaminhou para o agendamento das 6 sessões de fiosioterapia indicadas. A primeira será amanhã. Pode?

Pode, pode sim. E pode porque no Sarah há um exemplo de boa gestão dos recursos públicos -100% governo federal-e um óbvio compromisso de qualidade técnica e bom atendimento.

Volta e meia vemos histórias na imprensa de ótimos exemplos de serviços públicos de primeiríssima em escolas, creches, defensorias públicas, Procons e outras repartições.


Vamos combinar né, ninguém em sã consciência, reclamaria da escandinava carga tributária brasileira se os serviços não fossem haitianos. Pergunto de novo: quanto tempo a Brasil ainda gastará para tornar cases como o Sarah em paradigmas, quando a universalização não mais for o desafio a ser vencido mas a qualidade?

Aplaudo o Sarah, como no passado aplaudíamos as escolas públicas, festejando modelos como o da Escola Parque de Salvador.

As eleições de 2010 talvez tragam para o centro da agenda nacional essa discussão. Espero que sim, como espero também que o povo desse país não seja mais uma vez engabelado por discursos "moderninhos", repletos de promessas de boa gestão.

E que Lula inscreva seu nome na história do Brasil também por esse motivo, o de ter estruturado o grande salto de qualidade no serviço público brasileiro.

Como diz o filósofo baiano Franciel Diamantino, oremos.

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