POR OUTRO LADO...

sexta-feira, 16 de maio de 2008


Morreu nessa madrugada Dinha do Acarajé, uma das muitas guerreiras baianas que explicou em vida porquê essa cidade é de Oxum.



Em fins de 2006, como acontece todo o ano, a imprensa brasileira divulgou uma porrada de profecias sobre o PIB de 2007. Nenhuma delas arriscava um número superior as 3,5%, exceto Delfim Neto, que mandou um 4,5%. Deu 5,3%.


No final de 2007, ninguém falou de nada além de 4,5% para 2008, menos o velho Delfim, que mandou um 6%, com viés de alta. Arrisca errar de novo. Os números da indústria e do campo no primeiro trimestre apontam para um PIB que pode raspar nos 7%, para o desespero da imprensa e da oposição ao metalúrgico iletrado.

Números dessa magnitude fortalecem a política cambial e monetária do Banco Central, ou seja, juros básicos estratosféricos ( os maiores do mundo) e câmbio como ferramenta de controle da inflação. O argumento de Meirelles & Cia é que a defesa intransigente da meta de inflação não obstrui o crescimento e os números provam isso.

A questão, apontam muitos, é o custo da dívida pública derivado dessa escolha. Algo superior a RS200 bi/ano de juros pagos aos rentistas do mundo inteiro. Por outro lado, o real supervalorizado pelo fluxo de dólares que entram diariamente no Brasil -e virá muito mais, agora com o selo investment grade- está fazendo estragos fortes na balança comercial, que já sinaliza deficit para 2009, o que fez o governo divulgar uma espécie de PAC da exportação semana passada.

A questão que incomoda nesse debate, em que todos brandem argumentos consistentes e verossímeis, é a falta de informação do governo. A pergunta que nunca é respondida é: pra que diabos deve-se sustentar juros tão elevados assim? se a Selic estivesse em 8 ou 9% aconteceria o quê de tão desastroso?



É de dar nos nervos a falta de uma tragédia nova para tirar da pauta o assunto Isabella Nardoni. Qualquer coisa, sei lá, outro assassinato monstruoso, queda de avião, incêndio com mais de 200 mortos. Mas pelo amor de deus, senhores editores, cheeeeeeegaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!



Marta Suplicy e Luiza Erundina é uma chapa imbatível em Sampa. O diabo é acertar o preço com os executivos do PCdoB, do PDT e do próprio PSB. Tem gente pedindo alto demais e atrasando o desfecho do "debate programático".



Fui correr ontem à noite no bacanésimo Dique do Tororó. Seus 2,6 km de pista fazem parte do patrimônio de Antônio Imbassahy, que quando prefeito fez várias intervenções na cidade para torná-la mais bonita. O que fez muito bem, Salvador precisa de tratamentos dessa natureza também, para elevar a estima de seus cidadãos pela cidade onde moram.


Pena que sua obra de gestor "moderno" tenha se limitado aos parques e jardins. A velha cidade da Bahia precisa disso sim mas reclama por muito mais, notadamente na sua infraestrutura.

Quem quiser que compre esse pacote bem embaladinho do PSDB. Eu é que não vou nessa, quero saber é quem está disposto a ser o Lula de Salvador, apontando a máquina da prefeitura para a realização de obras estruturantes e voltadas para a inclusão de sua enorme população paupérrima.

E aí, tia Lídice? habilita-se ou não?



O que fazer se três respeitáveis senhoras dedicam o final de suas saudáveis caminhadas matinais para a alimentação de pombos no Largo de Santo Antônio? já tentei explicar -e outros moradores também o fizeram-que essas ratazanas de asas veiculam toxiplasmose e outras graves doenças mas elas ficam indignadas, dão as costas e mandam ver no milho. Sugestões à redação desse blog, por favor.



O porto de Salvador vai ganhar uma expansão que o levará até perto da Boa Viagem. No meio do caminho, a Feira de São Joaquim, o maior patrimônio vivo da cultura do povo de Salvador. E agora?



Menino, que diliça esse negócio de blogar na base do drops. Não precisa nem de título, uia!




Se minha neta um dia me disser que quer ser jornalista, jogo ela do sexto andar do primeiro prédio que aparecer pela frente.


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