POR OUTRO LADO...

sábado, 17 de maio de 2008

Depois da última corrida, no Dique do Tororó, quinta-feira passada, a dor que tinha me deixado de molho por quase dez dias mostrou sua cara imunda. Atende pelo nome de bursite trocanteriana e dói bagarai quando o freguês faz qualquer movimento de rotação do quadril ou abdução da coxa.

Foi exatamente essa a lesão que afastou Gustavo Kuerten das quadras. Ou seja, além da
fama, da fortuna e do assédio diuturno de belíssimas mulheres, temos, eu e o Guga, uma lesão em comum. E de minha parte um respeito enorme por esse atleta, que jogou durante muito tempo sentindo as dores que sinto agora. Vai ser macho assim na puta que o pariu.

De volta pro molho, dessa vez embalado pelos poderosos comprimidos de Prexige, anti-inflamatório de última geração capaz de curar até os hematomas que o Nardoni vai ganhar no xilindró.

Só agora entendo o que a galera da Academia Activa, de São Paulo, falava sobre a formação do hábito de correr. Demora quase dois anos e até que músculos, tendões e bursas se acostumem de vez com o reggae, vão te encher o saco -diziam eles.

Tô no limite do prazo e já sofri com os tendões, com a planta dos pés, com a tal da canelite. Tudo estoicamente superado. Agora é a porra dessa bursite, no encontro do fêmur com o quadril. Tremo de pensar que até hoje a coluna e os joelhos não reclamaram atenções especiais.

Tudo em nome do barato das endorfinas, da glória do desporto nacional e de uma teimosia que insiste em me aproximar da insanidade, faz é tempo.

Que se foda, a cabecinha já passou há tempos, agora eu quero até o talo.

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