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segunda-feira, 14 de abril de 2008

PRA QUÊ TANTA ÁRVORE ASSIM, MEU REI?!


Quem vive em São Paulo e não curte seu circuito cultural e seus parques tá fudido. Sobra pouco além da violência, da poluição e dos enlouquecedores congestionamentos. Ah tá, tem os shoppings também...

Desde que me viciei em praticar exercícios físicos, coisa de uns três anos, incorporei o hábito de enxergar as cidades por onde passo por esse viés, o de lugares públicos para correr. E descobri que a megalópole paulistana cuida melhor de seus parques e jardins que Salvador e Rio de Janeiro, pra ficar em dois exemplos que conheço de perto.

Semana retrasada fui tentar correr no Parque da Cidade, aqui em Salvador, um espaço público que poderia ser útil para esse tipo de uso. É suficientemente grande, ricamente arborizado, ótima localização.

Fiquei na tentativa. Os soldados da briosa Polícia Militar baiana que lá estavam, posicionados no início das alamedas, aconselharam-me a não dar a volta por trás do Parque, onde um muro e um portão de acesso fazem a ligação e a separação do mundo organizado da Pituba e do Itaigara com as paredes sem reboco do Nordeste de Amaralina e da Santa Cruz.

Era grande o risco de assaltos, segundo eles. "Vai tomar no cu", resmunguei baixinho, antes de agradecer pelo serviço de segurança, digo, de informação da PM.


Broxei. Como é possível essa velha e charmosa cidade do litoral nordestino do Brasil só ter, na prática, um único parque pra quem quiser correr, caminhar ou dar umas gostosas pedaladas, o Parque de Pituaçu ? a terceira opção, o majestoso Parque de São Bartolomeu, foi simplesmente abandonado, com seus córregos e cachoeiras, pelo poder público.

É como se bastasse a praia para que o lazer público e o turismo estivessem resolvidos. Ou seja, se tem 50 km de orla marítima- mal cuidada também, a propósito- pra que diabos servem parques, com suas árvores e mosquitos?

Salvador tem uma densidade arborífera das mais baixas do Brasil, não poderia surpreender esse grosseiro tratamento dado aos espaços públicos como os parques e jardins. Mas espanta sim, espanta e entristece.

Enquanto a cidade despreza a importância dos parques como ferramentas de turismo inteligente e da saúde pública -seja pela melhoria do ar que a população respira ou como instrumento de lazer saudável e ambientalmente importante- fica a dica: conheça São Paulo, se você gosta de árvores e de parques bonitos e bem cuidados..

Um comentário:

cacos meus botoes disse...

Paulinho, queridíssimo, não se deprima, por favor, não se deprima, eu q já ando "down" por natureza. Lembre-se q segunda, 21 é dia de lua cheia. Te espero lá e aqui no cacos. Grande beijo! Bc, c.