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terça-feira, 6 de novembro de 2007

A MAIORIDADE DA LUTA POLÍTICA


Avançam em torno da aprovação da CPMF no congresso os entendimentos entre o governo e o PSDB com vistas ao país que um outro querem gerir a partir de janeiro de 2011.


Os melhores gestores da centro-esquerda brasileira são quadros ligados direta ou indiretamente a essas correntes políticas. São eles que tocam nos últimos 13 anos as transformações estruturais que precisam avançar decisivamente nestes três anos que restam de gestão Lula.


O discurso da inclusão, marca registrada -e vitoriosa- do governo Lula tem na composição com o PSDB, por razões ideológicas- e com o PMDB -pelo viés pragmático que caracteriza esse partido- as bases possíveis e necessárias para que o Brasil conclua a formação da superestrutura jurídica e econômica que sustentará por um longo período o crescimento já iniciado, inédito para a nossa jovem república.


O clima incendiário vai aos poucos cedendo espaço para a convivência republicana entre as forças políticas. A quem poderia interessar a inviabilização política do governo Lula?


Ao PSDB de José Serra é que não. O governador paulista, nome forte para a disputa de 2010, adoraria receber o país com as reformas que hoje estão na pauta já implantadas. Principalmente as que podem ser usadas na comunicação eleitoral como impopulares.


A questão tributária, o desafio previdenciário e trabalhista, a reforma política; o reordenamento jurídico, notadamente na área processual e a inadiável revolução gerencial da máquina pública. São muitos e gigantescos os desafios postos diante dos homens públicos brasileiros, a exigir-lhes coragem e grandeza política.


O Brasil ganharia muito com esses entendimentos, deixando para as eleições de outubro de 2010 a disputa pelo poder. Há óbvias convergências entre essas forças e nenhuma delas perderia nada ao unirem-se em torno da agenda da república.


A janela para o futuro está aberta para o Brasil. Fundamentos macroeconômicos sólidos, avanços incontestáveis na área social, infraestrutura em franco desenvolvimento: a hora de elevar o nível da interlocução política é essa, é raríssima a oportunidade.


Os sinais emitidos pelo Planalto dão conta que Lula quer ser o condutor desse processo e não hesitará em remover da cozinha da sua casa idéias malucas como a do terceiro mandato, que inviabilizaria qualquer entendimento como esse, com o PSDB. A suspeita, bastante verossímil aliás, é que um mandato de cinco anos sem reeleição (já a partir desses governo) é a chave para que essa grande coalizão republicana decole. Serra e Aécio fecharam, aparentemente, com essa solução. Lula, ídem.


Se isso efetivamente acontecer, estarão esses homens inscrevendo definitivamente seus nomes na história do Brasil. Oxalá tenham envergadura para tanto.

Um comentário:

Alvaro disse...

O terreiro é seu, cantadô do juizo feménino, sobretudo com penas, e sem pena nenhuma,preferencialmente.
Inscritos estão, na vala comum da história, faz tempo, todos eles, pergunte aos institutos que avaliam a credibiludadedos políticos tupiniquins ou tupinambás.
Mas Oxalá disseste,e nos ajude o Senhor do Bomfim, at all, secundados por todos os Santos, já que, na Bahia, o todo poderoso, sozinho,num güenta...
ósculos e amplexos!!!
alf