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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

EXCLUSIVO: ENCONTRAMOS A SOLUÇÃO DE MORADIA PARA O BAHIA!

Depois da queda, o coice. Não bastasse o avançado estado de decomposição do Esporte Clube Bahia, a exalar um mau cheiro que nem o povo humilde de Itinga aguenta mais, a torcida tricolor agora está diante de um problema, digamos, socioesportivo: o time não tem onde jogar em 2008.

Digo assim, "não bastasse", porque o clube já não tem direção há muitos anos, mesmo tempo em que alternou elencos medíocres com times de perna-de-pau, para a alegria da galera rubro-negra.

A Fonte Nova não tem condição de acolher uma disputa de badmington, está visto; o estádio de Pituaçu está pela bola sete a uma cara. Que fazer?

No Barradão não vai dar. O estádio Manoel Barradas, propriedade do Esporte Clube Vitória, não está a altura das já antigas glórias tricolores. Imagina se o Bahia vai se sujeitar a jogar no lixão de Canabrava? não, não e não. Mesmo na lama há que manter-se a espinha ereta, tá lá no Salmo 23.

A grandeza esportiva e a humildade, duas das mais resplandescentes virtudes que minh'alma abriga, uniram-se para bolar um plano capaz de salvar o Jaía. E por mil abarás, a luz se fez!

No início da avenida Luiz Tarquínio, pertinho (300 metros) do antigo Cine Roma, tem um campo de futebol do Sesi. Se não me engano chama-se Presidente Dutra e deve caber umas 1.500 pessoas.

A diretoria do Bahia, utilizando-se de sua lendária capacidade de negociar inteligentemente, poderia fazer um acordo especial com a TV Globo e sua concessionária local, a TV Bahia, e montar um telão gigantesco ali mesmo no largo de Roma. Cercaria a área e cobraria uma grana preta para que seus crédulos torcedores pudessem, juntos, empurrar o time rumo à série A de 2009.

Valendo-se dessa estonteante sagacidade negocial, reuniria patrocinadores para garantir farta distribuição de cornetas, megafones e fogos de artifício. E mais: espalharia dezenas de microfones para captação do clamor da patuléia, que seria ouvido dentro do estádio por meio de poderosas caixas de som -tudo para intimidar os times adversários com um barulho ensurdecedor.

Pensa que é só? para encher-lhes a alma do mais puro terror, plantaria notícias na imprensa da cidade do time visitante dando conta de que o ex-craque Bobô estaria chegando nos próximos dias para assumir a gestão do estádio local. Demais essa, hein?

Antes que a nação rubro-negra encha a minha pessoa de porrada e o campo de comentários desse post de insultos, por exumar o histórico adversário com tão genial solução, aviso: faço qualquer negócio pra não ver o Bahia jogar no Barradão, exceto quando for pra cumprir a rotina dos últimos anos, a de levar pau jogando contra o Vitória pelo Campeonato Baiano.

No Barradão não, pestilentos!

2 comentários:

liliana disse...

Estou acabada, Galo. Meu time caiu. Isso, em si, tem importância rala. Duro foi ouvir a festa de palmeirenses em toda a vizinhança.
Esses alviverdes melequentos!
Esses verdolengos putatalhos!

paulo galo disse...

É duro Lili, bem sei. Mas passa, como tudo nessa vida.
Pense que ano que vem o Curingão vai pegar times do nível do Bahia e terá todas as chances de voltar à série A. Com direito a baile.