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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

AS BARRICADAS DO DILETANTISMO ACADÊMICO CONTRA O REUNI


Juro, pelos culhões de Júpiter, que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que o corporativismo das academias universitárias e o poder judiciário -pra ficar só em dois exemplos- seja menor que a vaidade de seus membros e o compromisso com o serviço público de alto padrão que se espera dessas instituições.

Mesmo eu, fino menino criado na crença de que a luta por um mundo melhor resumia-se essencialmente na derrota do "sistema", confesso perplexidade diante dos argumentos erguidos contra o REUNI, programa do Ministério da Educação voltado para o ensino superior que se propõe a alterar dramaticamente a relação aluno/professor (dos 10/1 de hoje para 18/1), a oferta de vagas em 100% (especialmente no período noturno), diminuição expressiva das taxas de retenção e evasão e a otimização dos recursos físicos, humanos e financeiros (em outras palavras, gestão competente dos recursos públicos).

O programa ataca também o tecnicismo dos currículos atuais e propõe ações concretas para que os alunos tenham uma formação holística, capaz de torná-los aptos à compreensão de novos conhecimentos através de recursos pedagógicos adequados. Prontos pra aprender a aprender, esse é o conceito perseguido.

Quem quiser tirar suas próprias conclusões, leia as ponderações colocadas pela UNE em seu portal (aqui), favoráveis ao REUNI; e as feitas pelo Reitor da UFCG (aqui), a meu ver impregnadas de frases bem articuladas, de preocupações bem intencionadas e de velha e conhecida capacidade de transformar o óbvio numa discussão eterna e paralisante. Há mais elementos capazes de ajudar a compreender essa história no post de 20/11.

Pra mim deu, já vi esse filme antes, a gente morre no final. Resta-me desejar que o Governo não ceda às chantagens retóricas do corporativismo acadêmico e implemente essa importantíssima política pública.

Como sonhador contumaz, dirijo também minhas incansáveis esperanças de que a academia desça à terra e assuma a responsabilidade de contribuir para o aperfeiçoamento do REUNI e para o desafio da inclusão, da qualidade, da produtividade e da transparência que estão diante de cada universidade pública do Brasil.

O povo brasileiro agradece, doutores.

2 comentários:

Alvaro disse...

galo,
meretríssimo erudito
vá lá vc e traduza pra gente
não me debruçarei sobre mais essa falácia educacional.
mas gostaria de oiuvir suas ponderações, objetivas, até tipo lista -se vc tiver estes bagos todos, ainda q bem menos estrondosos q os de Jupiter ou o prodigioso som de trombone da própria voza própria voz.
afinal o qwue presta e o q falta no reuni?
deixe nos saber

paulo galo disse...

figayredo, meu bem.

Nesse post você tem links de gente falando bem e falando mal do Reuni; no anterior, dois folders bem didáticos, que também tornam o contraditório muito claro.
Ou seja, Alvinho: larga mão de ser preguiçoso!
Beijos, brô.