POR OUTRO LADO...

domingo, 29 de julho de 2007

PAN RIO 2007: VAMOS CHAMAR O VENTO, PRESIDENTE LULA!



Lindo o espetáculo de encerramento do XV Jogos Panamericanos, realizado há pouco no Maracanã. Ao fim da interpretação do clássico "O Vento", de Dorival Caymmi, a pira olímpica foi apagada pelo sopro de Alice e Danilo, neta e filho desse baiano genial. Inesquecível.

Não pretendo aqui, ao menos hoje, entrar no mérito dos custos desse evento. E de seus discutíveis efeitos sobre o desenvolvimento do esporte olímpico no Brasil. O assunto é complexo, exige cuidados especiais na sua avaliação.

Uma coisa, porém, deve-se dizer de imediato: eventos internacionais de grande porte -a exemplo do Pan, das Olimpíadas, Copa do Mundo, etapas do Mundial de Fórmula-1 e Motovelocidade- são vistos no mundo inteiro como ferramentas poderosas para a formação de imagem internacional de cidades e países. São grandes fomentadores de negócios e vetores de desenvolvimento.

Não é assunto pra ser tratado por quem pensa pequeno. E é porisso que registro aqui o reconhecimento pelo empenho do metalúrgico iletrado para a realização do Pan Rio 2007. Não fosse o dedo dele, nada disso teria acontecido. Parabéns, presidente Lula: os que hoje organizam claques de vaias e editoriais mal intencionados na imprensa serão devidamente julgados pelo povo desse país. Confie nele e siga em frente.





Mas já que estou me dirigindo ao senhor, presidente Lula, quero pôr na garupa dessa nossa "conversa" um apelo.

Ok, vamos trazer sim a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Vamos mostrar para esses emplumados senhores barões -que não se conformam em ver o sucesso do seu governo e o agridem de olho nas eleições de 2010- que o Brasil pode ocupar um espaço proporcional à sua grandeza e acolher povos do mundo inteiro em eventos magníficos, como fizemos no Pan.

Meu pedido é: invista outro tanto para que em poucos anos esse mesmo povo que o levou e mantém em Brasília tenha as condições necessárias para gerar legiões de vencedores no esporte. É daí que surgirão os atletas de alta performance e somente assim faz sentido investir tanto num evento caríssimo como as Olimpíadas, por exemplo.

Crianças e jovens praticando esporte nas escolas, com estruturas adequadas e profissionais de educação física capacitados e bem remunerados. A festa olimpíca, presidente Lula, deve coroar políticas públicas vencedoras e ambiciosas. Pode apostar, a festa ficará muito mais bonita se o povo brasileiro sentir-se parte desse esforço.

O que não dá pra achar normal é ver uma ilha do tamanho de Cuba produzir mais atletas vencedores que o Brasil, como mais uma vez produziu nesse Pan, concorda?

Temos um potencial esportivo extraordinário. E estamos no caminho certo, basta ver a evolução do Brasil no quadro de medalhas de Santo Domingo para cá. Em medalhas de ouro, nada menos que 86,2% a mais, de 29 para 54. No total de medalhas fomos de 123 para 161, crescemos 30,89%.

Nada mal, se compararmos com os resultados de Estados Unidos e Cuba, respectivamente primeiro e segundo colocados nesse Pan do Rio de Janeiro . Os norte americanos encolheram 17,2% nas douradas (118 para 97) e 12,54% no total (271 para 237); os cubanos, menos 18.06% em ouro (79/59) e menos 11,18% no total.

É isso que acontece quando o povo desse país recebe incentivos para desenvolver seu talento. Gente humilde, lutadora e que vale ouro, como esses dois caras aí de baixo, Diogo Silva e Frank Caldeira.





ATUALIZAÇÃO, ÀS 12H:25 DE 30/07/2007:

Recebi há pouco um e-mail de da amiga querida Soane Matos, baiana mais que porreta e dona de um colo quente que só vendo. Ela me mandou o link de um artigo recentemente publicado por Vania Vasconcelos no jornal O Povo, do Ceará.

Vania fez parte um delicioso grupo de adolescentes que conviveram na Escola Técnica federal da Bahia na virada dos 70 para os 80. Guardo dela lembranças delicadas, que não se perderam no tempo, apesar de nunca mais termos nos visto.

Ao ler esse artigo (vale a pena, clique
AQUI), senti imensas saudades dela. E fiquei feliz em ver na sua escrita uma teimosia cívica repleta de lirismo e esperança.

A mesma que parece inspirar a alma de Martha Rocha, paisagem ativa daquela época e que diferentemente de mim não perdeu o contato com Vania, mesmo depois que essa mudou-se para o Ceará.

3 comentários:

Soane Matos disse...

Pronto, meu querido.
Hoje acertei entrar aqui, espero conseguir deixar meu registro sobre o seu texto. Gostei muito. Aliás gosto do que voce escreve, contagia quem le.
um beijo, Soane

Martha Rocha disse...

Meu amor!!! Agradeço muito pelas lembranças e principalmente saber que fizemos parte de um grupo que não perdeu o viço com o tempo. Mudou de foco como o girassol, mas não se dobrou. "Inverga, mas não quebra", como se diz no sertão. Beijão cheio de saudades e lembranças.

paulo galo disse...

Soane, gostosura da minha vida:tá prosperando na lida com o computador, hein?" hummmmmmm...
Marthinha: como você, guardo aquele grupo de meninos e meninas com o maior orgulho no coração. Eles ainda brilham e isso é muito bom, né? beijos, querida, obrigado por ter vindo até aqui, viu?