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sábado, 9 de junho de 2007

SAMBA DE MUTÁ


O samba-de-roda do recôncavo baiano continua a atravessar os tempos, evocando nas novas gerações suas memórias atávicas, lembranças impressas no DNA dos baianos.

Samba essencial, que há séculos anima a confraternização das comunidades humildes espalhadas ao redor da Baía de Todos os Santos. Samba de pandeiro e atabaque, samba levado na palma das mãos, nos passos miúdos e no rebolado delicioso das mulheres -de todas as idades- da Bahia. Tô pra ver algo mais feliz e sensual que isso.

Sob a batuta de Josias Pires, a TVE da Bahia captou lindamente esse patrimônio cultural há alguns anos atrás, na série “Bahia Singular e Plural”, um registro audiovisual histórico que passeou gostosamente por todo o território baiano mirando suas riquezas populares numa série caprichadíssima de documentários e CD’s. Misteriosamente não estão disponíveis para venda.

Os filmes sobre o recôncavo foram particularmente tocantes pra mim, por me fazerem voltar à Mutá e reencontrar na memória o samba do recôncavo que vi nesse lugar, desde criança. Tempos de Boi Janeiro, uma farra de rua em torno do onipresente tema do boi-bumbá.

Se você não conhece bem o samba-de-roda, ouça aqui uma de suas melhores expressões, o grupo Barravento, formado por gente de Mutá e que leva a arte de sambar com os pés descalços pro mundo inteiro. Uma pequena pérola da Bahia, exemplo musical de elegância e bem-viver. ESSA é a levada que põe instantaneamente um sorriso nos lábios dos baianos e um rebolado mágico nas cadeiras das baianas.

E se você conhece o assunto, ouça também. Os caras são muito legais mesmo.

Davizinho: trocava meu milharal todinho por um dia de samba em Mutá, meu irmão! Com muita moqueca de cação, cerveja gelada e dona Dina sambando na roda! Vocês bem que podiam filmar uma coisa assim e postar no Youtube, né?

As fotos que ilustram esse post foram trazidas do site do Barravento. Para acessá-lo clique
aqui, lá tem mais músicas e informações sobre como adquirir seus CD’s.

Pra quem chega, deixo beijos e um muito obrigado pelo pit stop feito aqui. A casa é sua, volte sempre.

Fui, inté!

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