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segunda-feira, 14 de maio de 2007

OS NOVOS DILEMAS DE SEMPRE



A molecada da minha geração já tinha disponível a foto-putaria colorida, revistas que dizia-se serem dinamarquesas. "Que beleza, quando vai chegar minha hora de fazer tudo isso?" perguntava-me ao ver pela ducentésima vez aquela revista e deixá-la um pouco mais amarrotada e manchada pelo manuseio sôfrego.

A partir dos 11, 12 anos inicia-se a marcha masculina em direçãao das mulheres e ela é sexual desde o primeiro instante. Enquanto as meninas ainda suspiram por beijos e abraços, a jovem rapaziada já tá doidinha pra tirar a roupa e inicia-se aí a negociação entre as partes, uma querendo avançar a infantaria e a outra organizando a resistência enquanto faz pequenas concessões libidinosas, para o deleite de ambos, é claro.

Ô sofrimento! e enquanto não chegava o grande dia, paciência, que cresçam metros de pêlos na palma da mão, fazer o quê? os sintomas eram os mesmos de hoje: uso intensivo e prolongado do banheiro, sob os protestos irônicos da família...

E as técnicas? um amigo me ensinou na época que o grande barato era sentar na mão esquerda até ela ficar dormente e aí mandar ver. Parecia que uma linda fantasma tava ali te deliciando. Ou aquela prima com ar meio sacana, a tia gostosa...

Os meninos de Mutá não se faziam de rogados, que os digam as galinhas, jegas e bananeiras, essas últimas um prodígio da criatividade e do desepero: eles cavavam um pequeno orifício na pobre da planta e fogo!, com direito a abraço. Entendem agora de onde vem a moda de abraçar uma árvore?

Mas voltando pro catecismo, os irmãos e amigos mais velhos guardavam prudentemente -nunca se sabe quando a larica vem né?- as publicações de suas épocas, desenhadas em preto e branco mas que quebravam perfeitamente o galho. Eram os livrinhos do Carlos Zéfiro, reproduzidos aqui pra ilustrar esse importantíssimo tema.

"Li" vários deles e hoje, quando vejo a disponibilidade de fotos e filmes de sacanagem na internet confesso que me dá uma certa raiva. E se você tá pensando que eu vou entrar numas de que "no meu tempo era melhor" ou coisa parecida vou logo dizendo: melhor o cassete, quisera eu ter tanta "informação" assim na minha época! e tanta gatinha desencanada com o sexo como hoje.

Pena que transar mesmo, de verdade, é um ato que mesmo hoje, para os meninos, sempre vem depois que a fissura já se instalou. Uma espécie de crise de abstinência virtual. Mas para isso, tem farta literatura disponível pra aliviar as tensões, né galera?

Mas, ó, por favor: na toalha não!

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